segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma Experiência


Em uma época da minha vida, quando eu devia ter uns 7 ou 8 anos, meu pai chegava do trabalho e logo saía por algumas horas. Minha mãe, professora e vice-diretora do turno da noite de uma escola estadual, não tinha com quem deixar eu e meus irmãos, portanto, íamos com ela para a escola em que trabalhava.

Depois de algum tempo – que não consigo precisar quanto – desta situação, meu pai foi viajar e minha mãe me disse que a ausência de meu pai seria por uns 3 dias e estava muito apreensiva com a viagem dele.

Quando meu pai voltou eu entendi toda aquela situação: meu pai estava fazendo um curso de mergulho; estava aprendendo a mergulhar nos mares de Santa Catarina. Quando me dei conta da maravilha que meu pai estava vivendo, fiquei muito interessado em escutar suas histórias. Outras viagens para mergulhar ele fez e voltava carregado de histórias.

Pois bem, eu cresci perguntando a meu pai sobre seus mergulhos e foi só com 24 anos que fui fazer o meu curso. Eu já lidava muito bem com máscara, snorkel e nadadeiras, mas ainda desconhecia o resto do equipamento, mas tive muita facilidade para aprender.

O dia do primeiro mergulho chegou. Estava eu, meu irmão Geraldo e um primo, o Miltinho. Estávamos muito ansiosos e felizes por estarmos indo para o nosso primeiro mergulho, ainda mais eu, que parecia o mais interessado e entusiasmado.

Mas até as mais belas flores têm espinhos. Quero dizer com isso, que aquela mística toda de que tudo seria perfeito caiu por terra logo de início. Assim que subi no barco já me senti estranho. Vomitar foi a conseqüência mais óbvia e rápida.

50 minutos de navegação até o local de mergulho. 50 minutos enjoado e vomitando. Chegando lá, fui o primeiro a entrar na água. Ao entrar na água você se alivia do mal estar.

Enfim mergulhei! Como é lindo o fundo do mar! Peixes, corais, medusas, estrelas do mar, algas, tudo muito lindo. Sons diferentes, respirar diferente, meus sentidos estavam impressionados com o que estavam provando.

Quando o ar começou a acabar e o mergulho se encaminhava a seu fim, a preocupação já voltou a minha mente.

Subi no barco, tirei o equipamento e a roupa de mergulho. Sorri e comentei sobre a emoção da experiência. Olhei mais uma vez para toda a beleza do local. Lembrei dos 50 minutos de navegação para voltar. O motor do barco foi ligado, senti o cheiro do motor e o balanço das ondas, fiquei enjoado e vomitei de novo até chegar em terra firme.

0 comentários: